Como lidar com a primeira crise de pânico do seu filho

Guia prático para pais sobre como ajudar e acalmar uma criança durante sua primeira crise de pânico.

  1. Reconhecendo os sinais de uma crise de pânico. Durante uma crise de pânico, seu filho pode apresentar respiração rápida, coração acelerado, tremores, suor, náusea ou tontura. Ele pode dizer que sente como se fosse morrer ou que algo muito ruim vai acontecer. Crianças menores podem não conseguir explicar o que sentem, apenas chorar intensamente ou se agarrar em você. É importante lembrar que, mesmo sendo muito assustador, uma crise de pânico não oferece perigo físico real.
  2. Como agir durante a crise. Mantenha-se calmo e use um tom de voz suave e tranquilizador. Fique próximo ao seu filho, mas respeite se ele não quiser ser tocado naquele momento. Diga frases como 'você está seguro', 'eu estou aqui com você' e 'isso vai passar'. Ajude-o a focar na respiração: inspire devagar pelo nariz contando até quatro, segure por dois segundos e expire pela boca contando até seis. Para crianças menores, você pode fazer isso junto, exagerando os movimentos para que ela imite.
  3. Técnicas de respiração e relaxamento. Ensine seu filho a técnica da 'respiração da borboleta': coloque as mãos no peito e respire devagar, fazendo as 'asas' (mãos) subirem e descerem. Outra técnica útil é a contagem regressiva: peça para ele nomear 5 coisas que consegue ver, 4 que consegue tocar, 3 que consegue ouvir, 2 que consegue cheirar e 1 que consegue sentir o gosto. Isso ajuda a trazer a atenção de volta para o presente.
  4. Criando um ambiente seguro. Leve seu filho para um lugar calmo e com menos estímulos, se possível. Diminua luzes muito fortes, desligue a TV ou música alta. Se vocês estiverem em público, procure um cantinho mais reservado. Tenha sempre por perto um objeto de conforto, como um brinquedo ou cobertor favorito. Evite fazer muitas perguntas durante a crise - deixe as conversas sobre o que aconteceu para depois, quando ele estiver mais calmo.
  5. Conversando depois da crise. Após a crise passar, converse com seu filho de forma simples sobre o que aconteceu. Explique que às vezes nosso corpo fica muito assustado sem um motivo real, como um alarme que toca sem ter fogo. Elogie a coragem dele e reforce que vocês vão aprender juntos a lidar com esses momentos. Evite minimizar o que ele sentiu dizendo coisas como 'não foi nada' - para ele, foi muito real e assustador.